peixe fora de água

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entre os vivos dormi

e a vida pareceu me a morte

enganei os sentidos

fodi,amei

cantei,chorei

três manhãs nasceram de mim

três tardes se recolheram

espero s noites se obliterarem

 

Quero ficar assim

entediada e mole

respirando calma

tranquilos os pulmões

e a alma.

santo andré,abril,2008,vitoriameirelles

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A velha árvore

CIMG0141A materna árvore morta

jaz de pé fincada ao solo…

Nada entre céu e terra..

ponte entre a infância e morte

Os frutos,comeram-lhos

As folhas caíram

As flores……

Ai as flores como adornaram

há séculos sua copa nua!

Hoje não dá sombra

e nem  um pica-pau se divertiu nela

Não é mais abatida

a madeira está podre

nem serve de jazida para nenhum fóssil

santoandre,vitoriameirelles,abril,2008

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TEMPO

©

Estamos no tempo em que as crianças

não riem

A ave negra espantou o sonho

trouxe os gritos

Os velhos ramelam o pó dos velhos cantos

e embalam tetas vazias de tédios.

Estamos no tempo em que a música ´comércio de bobo

e o rei não ri.

O rebanho não tem pasto;

só olha a tela esperando os ossos

        desceram à terra

e os filhos matamos pais para comerem mais..

St.André/abril 2008/vitória meirelles

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Coisas e loisas

sn-a2-42A vida se perde todos os dias

Um dia se esvai entre as 4 tábuas

A vaidade se ganha enquanto esse dia não vem…

Arrasterei ao longo da ribeira

os cabelos encanecidos varrendo poeiras

Descansarei na margem com os sapos,as rãs..

cortando o torpor das últimas manhãs.

                                        Não verei as estrelas

                                      Minha tela está sem cor

                                  Voou o melro,o canto e o som

                                 Fugiu o gato,a sombra e a fé

                                     Fiquei eu o sapo e a rã.

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Portugal


Portugal à chuva..

a boca de terra mamando caminhos

pela teta do céu.

Portugal ao vento..

empurrado por armas velhos

onde o ocaso se vai…

Portugal esperando

com seu vasto manto de papoilas

para que meu sangue as tinja

ao descer à terra

Portugal…eu não nasci aqui

porque morreria por ti?

Vitória Meirelles/santo andré,abril de 2008

QUERO!

Quero

 

 

 

 

*Eu quero ser a relva(ou a selva?)

Do prado..(no prato?)

 

A claridade da lua(ou mulher nua?)

 

A fragância do mar(o sexo escondido?)

 

O sol que abrilhanta a acácia(queimando  árvores?)

 

Queima o trigo…mata!….

 

E escurece na planície…foi-se…

 

 

*Eu quero ser o génio…vida!

…verde.

O espírito do azul…sonho…

 

A força do vermelho…raiva..

 

E o anil da madrugada…esperança..

 

Mas quero ser!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

St.André/Abril de 2008-04-20

Vitória Meirelles